Agressão e calúnia denotam enfermo em estado grave


foto 63Conta-se que um confrade espírita, quando visitava as dependências de importante hospital psiquiátrico, foi de repente surpreendido por um dos internos que, sem motivo algum, o feriu com um soco. O diretor do estabelecimento assistiu à agressão e confirmou que o confrade não reagiu.

Fora do hospital, alguém perguntou ao amigo por que não reagira à agressão. Sua resposta foi sintomática: “Ora, fui agredido por uma pessoa doente, e não há razão para se revidar à agressão de uma pessoa enferma”.

Realmente, o confrade agiu corretamente e mais correta ainda foi sua resposta, porque só pessoas enfermas é que caluniam, agridem, ofendem outra pessoa sem motivo. Algumas delas não se encontram internadas, mas vivem bem ao nosso lado e, às vezes, respiram o mesmo ar que respiramos.

Não revidar, não responder, não retribuir ofensa com ofensa, eis a atitude ensinada pelo Evangelho e pelos instrutores espirituais, como Emmanuel, que dedicou ao tema uma lição que vem bem a propósito.

Retiramo-la do cap. 39 do livro O Espírito da Verdade, conhecida obra de autoria de Espíritos diversos por intermédio dos médiuns Waldo Vieira e Francisco Cândido Xavier.

A mensagem de Emmanuel diz o seguinte:

“Desequilíbrio que anotes é apelo da vida a que lhe prestes cooperação.

Quando as águas, em monte, investem furiosas sobre a faixa de solo que te serve de habitação, levantas o dique, capaz de governar-lhe os impulsos.

Diante do fogo que te ameaça, recorres, de pronto, aos extintores de incêndio.

Toda vez que o curto-circuito reponta na rede elétrica, desligas a tomada de força para que a energia descontrolada não opere a destruição.

Assim também, quando a prova te visite, não transfigures a língua em chicote dos semelhantes.

Se agressões verbais te espancam os ouvidos, ergue a muralha do dever fielmente executado, em que te defendas contra o assalto da injúria.

Se a calúnia te alanceia, guarda-te em paz, no refúgio de prece.

Se a dignidade ofendida, dentro de ti, surge transformada em aceso estopim para a deflagração de revolta, deixa que o silêncio te emudeça, até que a nuvem da crise te abandone a visão.

Sobretudo à frente de qualquer companheiro encolerizado, não lhe agraves a distonia.

Ninguém cura um louco, zurzindo-lhe o crânio.

Se alguém te lança em rosto o golpe da intemperança de espírito ou se te arroja a pedrada do insulto, desculpa irrestritamente, e se volta a ferir-te, é indispensável te reconheças na presença de um enfermo em estado grave, a pedir-te o amparo do entendimento e o socorro da compaixão.”

Revista O Consolador, ano 6, nr. 265, junho 2012

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