Desapego


 

 

Falas de pureza como se indiferença fosse virtude e prosaísmo revelasse elevação.

Acreditas que dar inconscientemente objetos e moedas representa desapego e conquista espiritual.

Caracterizas evolução com o arremate do próprio descuido e te reportas à meditação por meio da repetição empírica e desalinhavada de alguns “mântrans”, olvidando a benção dos livros de estudo e dos exercícios justos de disciplina espiritual.

Em nome da arte de evangelizar olvidas compulsar os bons roteiros espíritas, que são o resultado do laborioso esforço de encarnados e desencarnados, que o Pai abençoa, “contando com a inspiração do momento” ou com a “interferência dos Espíritos Bons”.

Descuidas do repouso no horário estabelecido pela ordem natural das coisas, desequilibras a saúde e falas do socorro do Mundo Espiritual como se os Espíritos Trabalhadores não tivessem outro dever, senão o de assessorarem companheiros descuidados e esquecidos, improvisadores e apelantes de ocasião…

Revisa os teus conceitos e acentua o aprendizado.

Não esqueças a recomendação do Embaixador de Jesus – Espírito Verdade – a Kardec, sobre a necessidade do estudo consciente como corolário do amor real.

Pára a meditar, o que equivale a dizer, a renovar opiniões arraigadas e falsas.

A desencarnação de forma alguma liberta quem se acrisola por capricho ou rebeldia, teimosia ou paixão.

Nesse particular, desapego é, também, medida de refazimento do caminho percorrido.

Há aqueles que se desapegam de velhas coisas que passam a outras mãos que a elas se atam.

Outros há que se desapegam de pessoas e as deixam na enxovia, ao abandono, à própria sorte, para evoluírem, – dizem.

E muitos outros há, ainda, que mudam de opinião, desapegando-se dos pensamentos e idéias superados…

Desapega-te, também, dos hábitos infelizes, das opiniões extravagantes, das pessoas anestesiantes, dos objetos absorventes, estudando o roteiro da Doutrina Espírita, e, purificando-te através do exercício de ajudar, descendo aos que te são antipáticos para refazeres liames, consertando situações difíceis de “outras vidas”, a fim de que elas não ressurjam, amanhã, e, além disso, para manter-te puro de coração – incapaz de supor o mal nos outros -, de mente – sem maldade a ruminar -, e de sentimento -, cercando todos com o amor fraternal como até hoje nos ama Jesus. Assim, estarás desapegado realmente e realmente puro.

Autor:
Divaldo P. Franco (médium)
Joanna de Angelis (espírito)

Fonte:
Livro: Lampadário Espírita

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